O ano está acabando e muita gente já começa a pensar em 2026. Os planos quase sempre são os mesmos: cuidar da saúde, ter mais qualidade de vida e colocar o dinheiro em ordem.
Organizar as finanças é importante porque tudo depende disso. Quando o dinheiro está bagunçado, fica difícil cuidar da saúde, viajar ou até descansar com tranquilidade.
Segundo Larissa Falcão, sócia e líder regional da XP no Norte e Nordeste, o fim de ano costuma pesar no bolso. Tem presente, viagem, ceia e, logo depois, chegam as contas do começo do ano, como IPVA, IPTU e gastos com escola.
“Muita gente começa janeiro já sem fôlego”, explica. “Quando não existe planejamento, o esforço de um ano inteiro pode ir embora em poucos meses.”
Ela lembra que se organizar antes faz diferença. Assim, o ano começa mais leve e sem correria para pagar contas atrasadas.
Uma pesquisa do Serasa mostrou que muitas pessoas queriam, em 2025, pagar as contas em dia, controlar melhor o orçamento, guardar um pouco do salário e até começar a investir.
Mas, na prática, nem todo mundo conseguiu cumprir esses planos. O aumento do custo de vida, dívidas no cartão de crédito e gastos inesperados atrapalharam bastante.
Comece olhando para a sua própria realidade
Para mudar isso, o primeiro passo é simples: parar e olhar para a própria vida financeira.
“Abra o aplicativo do banco ou pegue um caderno. Anote quanto você ganha e quanto você gasta. Não precisa ser bonito, precisa ser real”, orienta Larissa.
Ela explica que é importante olhar os próximos meses e já pensar nas contas que vão chegar. Só assim dá para entender a situação de verdade.
Pagar dívidas ajuda, mas não resolve tudo. Se a forma de gastar continuar a mesma, as dívidas voltam. O começo do ano é um bom momento para tentar fazer diferente.
Veja para onde seu dinheiro está indo
O primeiro passo é listar todos os gastos recentes, até os pequenos. Depois, separe em três partes:
- gastos essenciais, como aluguel e comida;
- gastos que não são tão necessários, como delivery e compras por impulso;
- dinheiro guardado ou investido.
“Muita gente se assusta quando soma esses gastos pequenos do dia a dia”, alerta Larissa.
Faça um plano simples
Não precisa de regra complicada. Uma ideia simples é dividir o dinheiro entre o que você usa agora e o que fica para o futuro.
Se não der para guardar muito, comece com pouco. Guardar 10% da renda já é um bom começo. O mais importante é criar o hábito.
Hoje existem opções seguras para quem está começando e precisa do dinheiro disponível a qualquer momento.
Acompanhe os gastos no dia a dia
Não adianta planejar e esquecer. Acompanhar os gastos ajuda a evitar compras desnecessárias.
Gastar com consciência é entender o que cabe no bolso e o que pode esperar.
Pense em investir aos poucos
Quando as contas estiverem organizadas, o dinheiro que sobra pode ser usado para objetivos diferentes.
Para planos de curto prazo, o ideal é algo seguro e fácil de resgatar.
Para planos mais longos, existem outras opções que podem render mais com o tempo.
“Cada objetivo pede um tipo de investimento”, explica Larissa.
Revise sempre que for preciso
A vida muda, e o orçamento também muda. Por isso, vale revisar as contas de tempos em tempos.
“Quando a pessoa entende para onde o dinheiro vai, ela passa a ter mais controle e menos preocupação”, conclui Larissa Falcão.